sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

O novo padrão de beleza feminino


 

 Bom dia pessoal!

                Saiu uma reportagem na revista Veja, à exatamente um mês atrás (06 de novembro) falando de um novo padrão de beleza, e achei que seria muito interessante comentar esse assunto com vocês.

                Para quem não viu a revista, a reportagem chama: “A nova forma de magreza” e a chamada da capa é: “A estética do risco”. Ela diz respeito ao novo corpo que as mulheres estão almejando: magro e musculoso. Mas desta vez não é uma magreza doentia, de quem passa fome ou está desidratado. É magreza por comer dosagens corretas de alimentos escolhidos associados a suplementos e malhação específica. E mostram algumas musas que ficaram famosas pelo Instragram, demonstrando suas rotinas de treino e alimentação.

                A reportagem também trás um dado muito importante, que acho interessante passar para vocês. “As estatísticas mostram que não mais que 5% da humanidade consegue comer de tudo, na quantidade que quiser, e continuar magra, graças a um invejável misto de predisposição genética e metabolismo acelerado. Se somar-se aí a facilidade para ganhar musculatura, estamos falando de menos de 1% dos habitantes do planeta. Para a imensa maioria, essa nova estética minimalista do corpo é duríssima de alcançar.”

                E porque eu achei importante trazer esses dados para vocês? A resposta é simples, estou vendo a cada dia que passa mais mulheres se submetendo a processos estéticos e plásticas absurdas para ficar com uma aparência que apenas 1% da população conseguiria ter. Estamos entrando (se não já vivendo) uma nova era em que a moda agora é ser super saudável. Comer direito, e fazer exercícios físicos, entrar em forma, e isso tudo é muito legal, e faz bem, até certo ponto. As pessoas começam a ficar viciadas inclusive nessa “boa forma” e pagam qualquer custo e qualquer preço para conseguir “entrar na moda”. É muito importante encontrar um equilíbrio entre as coisas. Ser saudável não necessariamente significa ter o corpo da moda.

                E é agora que também quero destacar uma coisa que a revista Veja fez, que achei muito interessante. Acoplada a reportagem que fala do “novo padrão” de beleza feminino, eles trazem um pequeno artigo com o título: “Quando o sonho vira doença”.

                Nesse, eles trazem o outro lado da moeda, mostrando as meninas que sofrem de anorexia e bulimia mas também são ovacionadas pelo público do Instragram por estarem com um “corpo perfeito”. Apesar da reportagem ser curta, e sucinta quanto aos transtornos (pois só fala de anorexia e bulimia, quando existem outros, mais novos), a iniciativa da revista veja me foi muito boa.

                Mas o que me preocupa é, à anos atrás o padrão de beleza feminino, era mais gordinhas. Quando a moda começou a ficar em alta com suas modelos magérrimas, explodiu o número de casos de anorexia e bulimia. À poucos anos o padrão “panicat” trouxe problemas para as mulheres que estão sendo refletidos ainda hoje, com os efeitos colaterais dos anabolizantes que elas tinham que ingerir para conseguir ter aquele corpo. Agora esse novo padrão parece que engloba o outros dois anteriores, tanto a magreza, quanto a musculatura avantajada. Quais transtornos e problemas vamos nos deparar daqui para frente? Imagino que entre eles a Ortorexia e o Thigh Gap (falados em posts anteriores), já estão se manifestando.

                Vou deixar um apelo para as mulheres, porque elas são as que mais sofrem com isso, vocês não precisam seguir a moda para serem bonitas e desejadas. Vocês precisam se amar e se aceitar mais. A beleza vem de dentro pra fora e transparece nas coisas mais simples que vão além da magreza e da musculatura. Amem-se em primeiro lugar.

Se mantenha em forma porque você gosta de vocês,
 e não se mantenha em forma para gostar de você.

 
Júlia Gasch
Psicóloga e Coach
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