Bom dia pessoal!
Saiu uma reportagem na revista Veja, à exatamente um mês atrás (06 de novembro)
falando de um novo padrão de beleza, e achei que seria muito interessante
comentar esse assunto com vocês.
Para quem não viu a revista, a reportagem chama: “A nova forma de magreza” e a
chamada da capa é: “A estética do risco”. Ela diz respeito ao novo corpo que as
mulheres estão almejando: magro e musculoso. Mas desta vez não é uma magreza
doentia, de quem passa fome ou está desidratado. É magreza por comer dosagens
corretas de alimentos escolhidos associados a suplementos e malhação
específica. E mostram algumas musas que ficaram famosas pelo Instragram,
demonstrando suas rotinas de treino e alimentação.
A reportagem também trás um dado muito importante, que acho interessante
passar para vocês. “As estatísticas mostram que não mais que 5% da humanidade
consegue comer de tudo, na quantidade que quiser, e continuar magra, graças a
um invejável misto de predisposição genética e metabolismo acelerado. Se
somar-se aí a facilidade para ganhar musculatura, estamos falando de menos de
1% dos habitantes do planeta. Para a imensa maioria, essa nova estética
minimalista do corpo é duríssima de alcançar.”
E porque eu achei importante trazer esses dados para vocês? A resposta é
simples, estou vendo a cada dia que passa mais mulheres se submetendo a
processos estéticos e plásticas absurdas para ficar com uma aparência que
apenas 1% da população conseguiria ter. Estamos entrando (se não já vivendo)
uma nova era em que a moda agora é ser super saudável. Comer direito, e fazer
exercícios físicos, entrar em forma, e isso tudo é muito legal, e faz bem, até
certo ponto. As pessoas começam a ficar viciadas inclusive nessa “boa forma” e
pagam qualquer custo e qualquer preço para conseguir “entrar na moda”. É muito
importante encontrar um equilíbrio entre as coisas. Ser saudável não necessariamente
significa ter o corpo da moda.
E é agora que também quero destacar uma coisa que a revista Veja fez, que achei
muito interessante. Acoplada a reportagem que fala do “novo padrão” de beleza
feminino, eles trazem um pequeno artigo com o título: “Quando o sonho vira
doença”.
Nesse, eles trazem o outro lado da moeda, mostrando as meninas que sofrem de
anorexia e bulimia mas também são ovacionadas pelo público do Instragram por
estarem com um “corpo perfeito”. Apesar da reportagem ser curta, e sucinta
quanto aos transtornos (pois só fala de anorexia e bulimia, quando existem
outros, mais novos), a iniciativa da revista veja me foi muito boa.
Mas o que me preocupa é, à anos atrás o padrão de beleza feminino, era mais
gordinhas. Quando a moda começou a ficar em alta com suas modelos magérrimas,
explodiu o número de casos de anorexia e bulimia. À poucos anos o padrão
“panicat” trouxe problemas para as mulheres que estão sendo refletidos ainda
hoje, com os efeitos colaterais dos anabolizantes que elas tinham que ingerir
para conseguir ter aquele corpo. Agora esse novo padrão parece que engloba o
outros dois anteriores, tanto a magreza, quanto a musculatura avantajada. Quais
transtornos e problemas vamos nos deparar daqui para frente? Imagino que entre
eles a Ortorexia e o Thigh Gap (falados em posts anteriores), já estão
se manifestando.
Vou deixar um apelo para as mulheres, porque elas são as que mais sofrem com
isso, vocês não precisam seguir a moda para serem bonitas e desejadas. Vocês
precisam se amar e se aceitar mais. A beleza vem de dentro pra fora e
transparece nas coisas mais simples que vão além da magreza e da musculatura. Amem-se
em primeiro lugar.
Se mantenha em forma porque você
gosta de vocês,
Psicóloga e Coach
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